quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

CONFECOM: mais um passo. Para onde mesmo?

Foi uma maratona.

O resultado: centenas de propostas sobre a comunicação social.

Algumas muito boas para as TVs Universitárias. E não tenho, ainda, o conhecimento de todas.

Há mais centenas de outros blogs e sites que dão uma idéia muito melhor de como foi a Conferência, melhor do que eu poderia fazer no momento.

Apenas compartilho meu pensamento: e agora? Será que, finalmente, a comunicação social no Brasil tem um norte? Ou essa profusão de propostas acaba tornando-as, no conjunto, menores? Temos uma política pública, acordada pela sociedade, ou apenas uma longa carta de intenções?

Não faço as observações como crítica, sério! O evento foi o que tinha que ser.

Só quero entender o que fazemos agora, com isso nas mãos. Talvez o ineditismo da coisa, ou minha visão estreita, ou apenas o desgaste desses dias, ainda não me deram a noção.

Mas é claro que é um importante passo, um belo passo. Se será grande, e em que direção, ainda vamos ver.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Confecom: até agora, 3 X 0

Um dia cansativo, mas vitorioso.

Até agora, três propostas que envolvem diretamente as TVs Universitárias já estão aprovadas.

Duas delas no meu grupo, o GT 9 que tratava dos Sistemas Público, Privado e Estatal. Pensei que seria moleza, mas tivemos que negociar para que fossem aprovadas por unanimidade e, assim, pulassem direto para o documento final.

Agradecimentos aos representantes da EBC e da Enecos, que foram fundamentais nessa vitória.

E, para a minha surpresa, lida no plenário a vitória de outra proposta, desta vez no grupo 11, a que estabelece conselhos nas TVs universitárias. Não conheço a sua história, mas vejo nela frutos dos nossos constantes debates que, agora, parecem ir se capilarizando no meio acadêmico e no campo público.

Quanto ao evento, pensei que não iria render muito hoje, que o tempo teria de ser em outra dimensão. Pois bem, finalizou-se o trabalho do GT (pelo menos o meu) com a missão cumprida e dentro do prazo. E olha que foram mais de 30 propostas aprovadas por unanimidade, dez enviadas para o plenário e dezenas de outras rejeitadas, todas depois de intensos debates.

Saio hoje com a mesma sensação de ontem, que não vai dar tempo de debater as 150 propostas da plenária (inclusive a dos canais de acesso público da Lei do Cabo com os mesmos direitos na TV Digital). Mas como fui surpreendido hoje, tomara que seja amanhã.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Confecom: TVs Universitárias na fita?

Devagar e sempre. Foi o que pareceu ser o ritmo da Conferência Nacional de Comunicação. Filas intermináveis pela manhã porque o sistema simplesmente invalidou as inscrições nos GTs feitas na internet e aí tiveram que fazer tudo de novo.

Assim, começaram atrasadas as palestras da manhã, mas que, na minha opinião, nem fez diferença. A primeira trouxe muitos dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) que reforçaram que a tecnologia, pouco a pouco, vai ligando as pessoas. Na segunda, da Argentina, o seu exemplo de reforma das comunicações. Material bom, mas não me pareceu que a maioria estava assim interessada, a ponto de levar contribuições para os GTs, que seria o objetivo das apresentações.
O problema maior foi a plenária sobre o regulamento. O que deveria durar uma hora, foram mais de três. Discussões pertinentes, mas minoria perante a uma série de radicalizações desnecessárias. Depois, já viu, almoço, cafezinho, bastidores...

Com isso, os GTs começaram por volta das cinco. A pauta era votar aquelas propostas unânimes. Foi feito. Mas, no meu grupo, a quantidade de coisa que ficou para ser debatido amanhã, até às 13 horas, desafia qualquer conceito de tempo.

Entre elas, três diretamente nos afetam: a de número 3933 propõe a ampliação do Projeto RITU - Rede de Intercâmbio de Televisão Universitária, a 5028 quer transformar os canais públicos criados na Lei do Cabo em redes abertas e a 4709 propõe financiamento do governo federal para a criação e ampliação de rádios e TVs universitárias. A primeira e a terceira bateram na trave e quase foram aprovadas por unanimidade, mas houve pedido de destaque aos 45 (o que leva para o debate) por representantes das organizações sociais e pela presidente da EBC, Tereza Cruvinel . Tomara que dê para manter. A outra, do sinal aberto, é um mistério sobre o que os empresários vão propor.

Mas me parece uma coisa: percebe-se, nas formulações das propostas, que os Fóruns Nacionais de TVs Públicas são importantes fontes conceituais e de inspiração. Como consequência, há uma introspecção das reivindicações. Por exemplo: as propostas acima vieram de estados onde sequer tínhamos afiliados da ABTU ou representante nosso na plenária estadual!